Sensibilidade do acionamento protético

A implantodontia moderna se acostumou com a sensibilidade manual para fixação que conexões aparafusadas, proporcionadas pelo aperto do parafuso por meio de catracas de torque.

Sistemas de união protética por aparafusamento proporcionam fácil reversibilidade, contudo, apresentam complicações protéticas a médio e longo prazo, como fratura na ordem de 1,3% e afrouxamento de parafuso por volta de 5,4% considerando um acompanhamento clínico de 5 anos, conforme revisão sistemática realizada por Pjetursson et al¹.

A união entre componente protético e implante para o Sistema de implantes Arcsys é proporcionada pelo acionamento do componente utilizando o Martelete Arcsys. Este dispositivo é efetivo e caso o procedimento de acionamento não seja realizado da forma adequada ele evidencia, quase imediatamente, a não ocorrência dessa fixação.

Entretanto, a falsa sensação de fixação pode vir a acontecer, ficando o componente provisoriamente fixo, em função da não efetividade de acionamento. Este tipo de ocorrência apresenta geralmente causas multifatoriais, como a presença de um anteparo tecidual entre componente e implante, a insuficiência de acionamentos, a movimentação do paciente durante acionamento, a presença de particulado sólido na conexão friccional, etc.

O componente provisoriamente fixo, em um breve intervalo de tempo poderá vir a se desprender do implante, provocando a soltura da prótese. O Martelete atual não disponibiliza dispositivos ou recursos ao usuário, visando evidenciar a falta de efetividade na ativação protética, quando comparamos este elemento sensorial ao aperto de um parafuso realizado por meio de uma catraca de torque.

Conforme literatura, é comum a realização de ensaios de tração para verificação da efetividade do engastamento de componentes protéticos friccionais aos respectivos implantes dentários², ³, contudo, o método de tração não é um método prático e fácil de ser realizado, bem como, entende-se que forças oclusais de cisalhamento, infl uenciam fortemente na ocorrência de soltura de componentes protéticos de modo geral⁴. Portanto, o torque de extração de um componente friccional poderá ser o melhor e mais prático indicador da efetividade de acionamento de um sistema friccional.

Conforme estudo realizado⁵, considerando o sistema friccional Arcsys, a força trativa de retenção protética aumenta com o número de acionamentos (Fig. 1). Este comportamento de aumento de retenção também é possível observar quanto o torque de extração do componente é mensurado (Fig. 2).

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Fig. 1 – Força de extração trativa de um componente protético Arcsys em função do número de acionamentos com o Martelete

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Fig. 2- Torque de extração em função do número de acionamentos.

A verificação do torque é um método rápido e prático de ser realizado. A FGM atualmente disponibiliza em seu kit as Chaves extratoras Arcsys. Estes instrumentais apresentam a função principal de extrair de modo fácil e prático os componentes acionados.

Contudo, é possível realizar outras funções como acionamento do componente protético e transporte para a posição desejada. Em breve, este instrumental associado a um novo dispositivo de aferição, que poderá ser acoplado e desacoplado desta chave de modo rápido e fácil, também irá possibilitar ao usuário Arcsys verificar se o acionamento do componente friccional foi efetivo.

Casos de soltura de componente ocorridos em função da falsa sensação de acionamento serão evitados com este novo recurso. Este protocolo de verificação trará mais segurança e confiabilidade para o sistema, permitindo, da mesma forma que é possível verificar o torque de um parafuso, proporcionar de modo fácil, rápido e seguro, aferir o real acionamento do componente protético.

Referências

  1. Pjetursson BE, Thoma D, Jung R, Zwahlen M, Zembic A. A systematic review of the survival and complication rates of implant-supported fixed dental prostheses (FDPs) after a mean observation period of at least 5 years. Clin Oral Implants Res. 2012 Oct;23 Suppl 6:22-38. doi: 10.1111/j.1600-0501.2012.02546.x. PMID: 23062125.
  2. Zielak JC, Rorbacker M, Gomes R, Yamashita C, Gonzaga CC, Giovanni AF. In vitro evaluation of the removal force of abutments in frictional dental implants. J Oral Implantol. 2011 Oct;37(5):519-23. doi: 10.1563/AAID-JOI-D-09-00106.1. Epub 2010 Jun 16. PMID: 20553128.
  3. Rabelo SC, Omonte VO, Vieira SP, Jansen WC, Seraidarian PI. Morse taper internal connection implants: would abutment reseating influence retention? Braz. J. Oral Sci. 2015 Jul./Set. Vol.14 no.3. https://doi.org/10.1590/1677-3225v14n3a07.
  4. Bozkaya D, Müftü S. Mechanics of the taper integrated screwed-in (TIS) abutments used in dental implants. J Biomech. 2005 Jan;38(1):87-97. doi: 10.1016/j.jbiomech.2004.03.006. PMID: 15519343.
  5. FAGUNDES, J. J. Avaliação da retenção de componentes protéticos em implantes cone morse friccionais através de diferentes métodos de ensaio mecânico: um estudo in vitro. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Odontologia. Universidade Luterana do Brasil. Canoas, RS. 46 p.

 

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